O visitante inesperado
Pelos ventos frios da noite
Filho meu, alado
Esguio e ágil, galante
O destino por ele, traçado
Vos guio pelas nuvens dançantes
Minha mãe, senhora do amor
Paixões, desejos e anseios
Por ti causo infeliz dor
Brincando com as vidas, permeio
Sem mais delongas, cria
Diga a mim por que aqui veio
Ora, mãe, que modos estes a me tratar
Sentes não a falta de teu filho a visitar
Parto então sem me estender,
Junto a próxima corrente de ar
Profira mais nada, filho meu
Se minha pergunta fere o ego teu
Já conheço o que o levou a cruzar o Egeu
De tua mãe, seus carinhos quer o apogeu
Sem delongas ou enrolações eu vejo
Comecemos nossa antiga dança, o desejo
Deu-se início então o coito, profano
Mas ao logo iniciar o filho, insano
Pede à mãe uma demanda, implora
Tu sabes como quero, minha senhora
Que lhe questiona, impaciente, sem demora
Por que este anseio especifico, da deflora?
Mãe querida tu já sabes, ou não
Que desejo o que me privas,
A primeira paixão
Só a ideia que cativa
Alcançá-la-hei então,
Ante o único meio,
Tua defloração
A obra acima, de Agnolo Bronzino, entitulada "Vênus e Cupido", foi o que me inspirou a escrever este poema. A deturpação dos valores que hoje temos como praticamente "sagrados", da família e relação co-sanguínea, é algo constante ao analisarmos os mitos e lendas greco-romanas, e foi fonte de inspiração para meu poema que, assim como os mitos gregos e os artistas Maneiristas, procura deturpar e distorcer aquilo que é esperado.
ENJOY!
Meu blog pra postar o que bem entender. Tentamos sempre conhecer os outros, mas se não conseguimos conhecer nós mesmos, como é possível? Aqui, é um pedacinho de mim, pra eu tentar entender um pouco melhor a minha pessoa e o mundo que me cerca...
Quem sou eu
- EnZo M. Thomasi
- Apaixonado, brasileiro, headbanger, palmeirense, paulistano, licenciado em História, especialiZando em Tradução...as postagens falam mais que isso, e quem quer me conhecer, troca idéia comigo...
Mostrando postagens com marcador sagrado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sagrado. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Poema: Pecado
Não olhes, não toques
Não queiras, nem peças
O desejo, proíbes
Anseios, os cessa
Aos olhos divinos, imperdoáveis erros
O pensar no ato, ou
Tê-lo feito, de fato
Nada importa, pois
Quebrastes o trato
Aos olhos divinos, imperdoáveis erros
Ao tentares, o medo
De ser negada a passagem
Pelos portões de Pedro
Por mais bela a imagem
Da eternidade, eu temo
Aos olhos divinos, imperdoáveis erros
Trabalhe seu tato
O mais simples, pacato
Negro olhar, já inspira
O desejo nato
Aos olhos divinos, imperdoáveis erros
Pois vá e pegues
Se jogue, não temas
Teu destino, escreves
Tua opção é a mesma
Aos olhos divinos, imperdoáveis erros
(imagem retirada do site: http://jessicamdouglas.deviantart.com/art/Sin-23218165 todos os direitos reservados)
Assinar:
Postagens (Atom)
