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Apaixonado, brasileiro, headbanger, palmeirense, paulistano, licenciado em História, especialiZando em Tradução...as postagens falam mais que isso, e quem quer me conhecer, troca idéia comigo...
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terça-feira, 13 de maio de 2014

Conto: O Espelho

Venho postar mais um Conto meu. Esse chama-se "O Espelho" e está feito da mesma maneira que o anterior, o primeiro trecho está postado aqui, e abaixo tem o link para a leitura no Google Drive, para deixar o blog menos "cheio".

Espero que gostem. 

Não esquece de deixar um comentário, bom ou mau, positivo ou negativo. Só marque sua passagem por aqui.

ENJOY!

O espelho estava triste. Pendurado, com sua moldura de prata muito bem polida e cintilante, e quase impecável para esconder o quase milênio que possuía. Mas estava triste. Não é de hoje que está triste. Mas só hoje é que foi se dar conta. E hoje é um dia como qualquer outro. Seu dono, Don Scocco Di Gighlia, colecionador de arte, Diretor e Consigliere da mais famosa marca de carros do mundo. Nada é aprovado nas mesas de criação e design sem passar pelo criterioso olhar de Don Scocco. Nos seus trinta anos de dedicação, já produziu lendas, trabalhos dignos de serem lembrados por milênios, a níveis mitológicos.
Don Scocco adquiriu o espelho num leilão, onde um Lorde falecera e ele também colecionava artes, e o Don achou por bem ir ao leilão dos espólios do excêntrico bilionário da Grã-Bretanha, num palácio digno de seu título. "Não sei se tenho dó ou raiva do morto", pensou, "viver uma vida boa dessa e logo no final da vida, se jogar do topo do palácio. Tsc". Além do espelho, Don Scocco conseguiu também algumas outras peças que na ocasião pareciam importantes.
Porém, de todo o lote adquirido na Grã-Bretanha, apenas o espelho é lembrado e possui destaque até hoje. [...] 
Continua no arquivo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Poema: Floresta

Árvores por todos os lados
Frio, sozinho, silêncio
O mundo inteiro apenas,
Calado

Frio estou sentindo
Seria da neve que cai
Ou emana do peito,
Quebrado

Ouço o rio correndo,
Corrente, constante, gélido
Vazias águas escuras,
Inanimado

Outra folha caindo,
Mortas companheiras em mim
Tantas se amontoam,
Apagado

Relva de solo úmido,
Almas, vermes e Sombras,
Um labirinto sem fim,
Enterrado

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Poema: Veludo negro

Olhando à cima
Veludo negro
Procuro o que atina
Bate-me o medo
Um mar bem brilhoso
De infinitos encantos
Tirou-me o gozo
Cobriu-me com um manto?

Aonde rumaram?
Abandonaram-nos, como?
Será que as levaram?
Procurarei, nos entornos

Vinde, astros!
Por que nos deixaram?
Nefastos! Nefastos!
Dos céus, vastos
Será que vos levaram?
Nefastos! Nefastos!

Após a procura,
Distante lonjura
Tão longa demora
Sem hora, sem hora!
Incrível descoberta,
Ansiedade que aperta

O culpado do breu
O gatuno, sou eu
No último suspiro
Levei-as comigo
Embora que fosse
Na eternidade, tão doce
Um beijo que valha
Da afiada navalha

(imagem retirada de: http://john8859.deviantart.com/art/Starless-Night-139902296 todos os direitos reservados ao autor original)