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Apaixonado, brasileiro, headbanger, palmeirense, paulistano, licenciado em História, especialiZando em Tradução...as postagens falam mais que isso, e quem quer me conhecer, troca idéia comigo...

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Conto: Despertar

O conto dessa semana se chama Despertar. Funciona da mesma maneira, vou postar a parte inicial aqui, e o conto na íntegra, você pode ler abrindo o link abaixo.

Esse conto eu já aviso: é um pouco mais pesado. Eu me refiro ao palavriado e às descrições. É mais sexual-descritivo, e também uso mais palavras de baixo calão. Não é do meu feitio, mas é como fluiu a escrita, e foi necessário para o contexto do conto. Sem mais delongas, o Despertar:

Tão bom. Tão relaxante. Esse sono, esse repouso da carne, para o espírito se libertar e vagar pelo Material entre os mortais que não repousam então. Necessário, prazeroso, até inquieto. Tantas variações. Mas este. Ah, esse está tão bom, tão tranquilo. Posso voltar ao Delta? Infelizmente, nem adianta tentar.
Esse prazer noturno, profundo, que nos faz esquecer todos os problemas ou todas as felicidades por algumas horas, não é facilmente alcançado. Muitos nunca o sentem, graças às perturbações diurnas ou ainda sombras que perscrutam suas mentes em cantos que nem adivinham. Mas eu nunca tive esse problema. Desde pequenino, apago. Durmo mesmo. Como a uma pedra, de acordo com minha mãe. É bom demais. Pena que nem todo mundo pensa assim. Alguns até não gostam. Dizem que eh perda de tempo. Onde já se viu, perda de tempo. Tsc.
Poucas coisas são melhores e mais revigorantes que uma bela noite de sono. Certeza que meus dias no escritório só são tão produtivos e eficientes graças, em parte, à noites de sono. E aos estudos, claro. Estudar Direito numa das melhores Universidades do país e do mundo valeu e muito a pena. Hoje posso desfrutar dessa noite tão calma e relaxante. Hoje. Que é hoje mesmo? [...]

Continua no arquivo.

ENJOY!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Conto: O Espelho

Venho postar mais um Conto meu. Esse chama-se "O Espelho" e está feito da mesma maneira que o anterior, o primeiro trecho está postado aqui, e abaixo tem o link para a leitura no Google Drive, para deixar o blog menos "cheio".

Espero que gostem. 

Não esquece de deixar um comentário, bom ou mau, positivo ou negativo. Só marque sua passagem por aqui.

ENJOY!

O espelho estava triste. Pendurado, com sua moldura de prata muito bem polida e cintilante, e quase impecável para esconder o quase milênio que possuía. Mas estava triste. Não é de hoje que está triste. Mas só hoje é que foi se dar conta. E hoje é um dia como qualquer outro. Seu dono, Don Scocco Di Gighlia, colecionador de arte, Diretor e Consigliere da mais famosa marca de carros do mundo. Nada é aprovado nas mesas de criação e design sem passar pelo criterioso olhar de Don Scocco. Nos seus trinta anos de dedicação, já produziu lendas, trabalhos dignos de serem lembrados por milênios, a níveis mitológicos.
Don Scocco adquiriu o espelho num leilão, onde um Lorde falecera e ele também colecionava artes, e o Don achou por bem ir ao leilão dos espólios do excêntrico bilionário da Grã-Bretanha, num palácio digno de seu título. "Não sei se tenho dó ou raiva do morto", pensou, "viver uma vida boa dessa e logo no final da vida, se jogar do topo do palácio. Tsc". Além do espelho, Don Scocco conseguiu também algumas outras peças que na ocasião pareciam importantes.
Porém, de todo o lote adquirido na Grã-Bretanha, apenas o espelho é lembrado e possui destaque até hoje. [...] 
Continua no arquivo.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Conto: A Joia

Publico agora, um de meus contos. Resolvi colocar aqui no blog apenas a primeira parte, para dar um "gostinho". O conto A Joia pode ser lido na íntegra no arquivo que disponibilizei a leitura no Google Drive e o link está no final deste trecho. Espero que gostem!

   Era impressionante. Mesmo nos detalhes mais simples, ela exacerbava desejo. Uma folha de alface. Um pedaço de alface, na verdade, juntamente com meio tomate-cereja sendo absorvidos por seus lábios avermelhados. Somente agora, ao fitar ela comer delicadamente os componentes de sua salada, ele reparou que ela usava o mesmo batom no dia em que a convidara para jantar. Daquele tom vermelho, levemente rosado. Doce. Lembrava-lhe uma suculenta cereja. E ele desejara morder sua carne e sentir o gosto de seu suco desde aquele primeiro olhar. Recordar o primeiro encontro com ela, fez-lhe lembrar de um dos detalhes dessa noite.
   "Tenho algo a lhe dar", disse ele um pouco trêmulo. "É mesmo, querido?", respondeu ela com aquela voz aveludada. Ele lentamente retirou o embrulho do bolso interno de seu paletó e a entregou o presente com um leve sorriso de ansiedade pelo agrado àquela bela mulher.
   Ela pegou o pacote com seus finos e longos dedos, e lentamente desfez o embrulho esverdeado, revelando uma caixa aveludada de cor negra. A caixa tinha cerca de quinze centímetros de altura e dez de largura. Ela o fitou por um momento por cima do presente, com meio sorriso no rosto e um olhar de quem espera nada menos do que algo daquele tipo. Voltou seus olhos ao estojo e o abriu delicadamente. Observou o conteúdo por um segundo, arregalou os olhos e disse “Uau! É realmente... nossa... estou sem palavras... você lembrou, não acredito!” Ele prontamente se levantou e ficou em pé ao lado dela, retirou do estojo e completou toda a ação do presente naquela noite até então. Parecia que eram feitos um para o outro, o encaixe era perfeito, nada parecia mais belo no universo, se não fosse aquela mesa, aquela mulher ali sentada, aquele conjunto cintilante. Ela o puxou para perto, deu-lhe um beijo leve no rosto e sussurrou ao seu ouvido “Obrigado, lindo. É maravilhoso. Tanto o seu gesto, quanto o presente”.
   Dentro da caixa havia uma joia. E não era uma caixa, e sim um belo estojo aveludado, resistente e ao mesmo tempo delicado. Mas a beleza do pacote, nada se comparava ao que ele carregava. Dentro, havia um belíssimo colar de fios de ouro branco entrelaçados, que formavam um cordão relativamente grosso e bem trabalhado, com belos e finos detalhes que, graças à sua forma trançada, brilhavam de diferentes maneiras à luz. Porém o cordão servia a um propósito maior que apenas cintilar no fino pescoço dela. Ele segurava um pingente. Pingente soa um tanto pequeno, comparado ao tamanho da joia. Era um coração de ônix, totalmente negro, que parecia ao mesmo tempo absorver toda a luz ao seu redor e refleti-la de todas as formas. Era hipnotizante, estonteante, e passava uma ideia de profundidade imensa só de olhar para ele. Essa ideia de profundidade só aumentava graças ao grande número de esmeraldas que o cercavam, dando a forma ao coração, cravejadas no ouro branco que sustentava toda essa belíssima lapidação unida.
   Pelo menos é o que o jovem empresário sentiu ao observá-la provando-o na loja no dia que se conheceram. Ela conversava com a vendedora como se fossem velhas amigas, rindo, fazendo brincadeiras enquanto ela provava inúmeras e diferentes peças da joalheria. Ele, que procurava um simples anel de ouro para um amigo, acabou por ficar mais de uma hora na loja, apenas para observá-la ao longe. Com os diversos movimentos, trocas de joias, anéis, colares, tiaras, relógios, gargantilhas, entre outros, ele observava as leves ondas de seus cabelos, que não eram enrolados, porém não eram de um liso batido, algo reto, sem vida. Seus cachos dançavam uma valsa sem par, num tempo lento, sem muita exaltação, porém de uma maneira que era inevitável observar. Nesse período curto que ficou olhando para as costas e cabelos dela, o vendedor teve de chamar sua atenção, pois estava lhe falando das vantagens de adquirir aquele específico anel caríssimo, de ouro português, sobre o anel de ouro 833 que ele se interessara antes de imaginar seus dedos correndo pelos cachos daquela mulher do outro lado da loja, e o rapaz não ouvira uma só palavra.
   Após retomar os sentidos...(continua no arquivo)